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Diogo Limão

Recursos Humanos

Espelhos e Resultados, o que têm em comum?

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O texto de hoje traz-lhe uma metáfora poderosa para quando se sentir na posição de se comparar a outra pessoa, ao olhar para os resultados e sucessos daquela pessoa. A "Metáfora do Espelho" é simples de entender e, acima de tudo, de operacionalizar no seu dia-a-dia! Basta acabar de ler este texto, até ao fim, fechar a tampa do seu computador ou desligar o browser do seu smartphone, respirar fundo, e ver as comparações com os outros de outra perspetiva. 

 

Como Pessoas, temos a tendência, muitas vezes inconsciente, para nos compararmos à luz do contexto de outras pessoas. Existe, nisso, algum problema? Obviamente que não, se pensarmos nessas comparações apenas como "modelos a seguir" e inspirações para um futuro que se quer mais desafiante e próspero. Por outro lado, se nos sentimos em baixo e desvalorizados ao ver os outros a "ir longe" e a "vingar" e nós não, talvez não estejamos a fazer boas e saudáveis comparações. Esses sentimentos, por mais involuntários que sejam, irão determinar o nível de atingimento dos resultados esperados que lhes estão na origem: partimos desde logo com uma carga emocional negativa e numa ótica virada para o problema. Não é isso que quer, pois não? 

Na azáfama do dia-a-dia, que preenche os nossos dias com toneladas de informação para o nosso cérebro processar, por vezes, esquecemos que tudo isto se resume à lógica de um iceberg: apenas vemos nos outros uma ponta muito pequenina de um iceberg (a vida toda da pessoa e dos seus desafios), não conseguindo ter o entendimento imediato de que, por baixo do nível da água, o iceberg esconde também pontos baixos e, quem sabe, fracassos que foram determinantes para aqueles sucessos se imporem à tona da água.

Nenhuma pessoa é igual a outra: todos nós temos experiências, contextos e realidades que foram sendo moldadas ao longo dos anos e que nos definem. Por essa razão, devemos olhar, cada um de nós, para a sua própria realidade, na individualidade que a caracteriza, e partir daí para o planeamento dos nossos objetivos e consequente plano de ação.

 

É aqui que a minha metáfora se cruza com o tema que escolhi para escrever hoje. Repetindo o que disse há pouco, a metáfora do espelho é extremamente simples! Todos nós conhecemos os espelhos porque são objetos que estamos habituados a ver pelas nossas casas. Nos espelhos, como sabemos, temos o lado em que vemos a parte espelhada, e que reflete a nossa imagem e, do outro, temos um lado opaco.

O que acontece connosco, quando nos comparamos com as outras pessoas e os seus sucessos, é basicamente apontarmos a parte espelhada para a pessoa, como se lhe dissessemos:

 

"Veja, este é você! Todo o seu sucesso foi por A e por B"

 

Quando apontamos o espelho, desta forma, para alguém (ou seja, quando para um mesmo objetivo, apresentamos as razões pelas quais a outra pessoa tem sucessos, à luz do que nós achamos que sabemos da realidade dessa pessoa) temos apontado, para nós, o lado opaco do espelho. Isto significa que, mesmo querendo muito alguma coisa -- que para nós é importante -- estamos a desresponsabilizar e a negligenciar o nosso papel no atingimento desse objetivo, que é nosso.

Pergunta-me o leitor "como operacionalizamos, então, a metáfora nas nossas vidas?", e eu respondo-lhe: simplesmente vire o espelho para si! Olhe para dentro e questione-se, por exemplo:

  • Onde é que eu estar daqui a X tempo? Como saberei que lá cheguei?
  • Quais são as minhas forças, conhecimentos e capacidades que posso mobilizar para o meu objetivo?
  • Quais são as opções que eu tenho para criar valor?
  • Quais são as barreiras que me estão a impedir de chegar onde eu quero?
  • Consigo resignificá-las para as transformar em oportunidades, a meu favor?

 

Agradeço-lhe a leitura deste texto e espero que tenha feito sentido para si! Não se esqueça de partilhar se, de alguma forma, considerou que o que foi escrito lhe foi útil.

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