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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Espaço RH: Rapport na seleção de candidatos

Espaço RH - Rapport na seleção de candidatos.png

 

A atração de talentos é um dos pilares de uma boa Gestão de RH, onde também se inclui o eficaz desenvolvimento destes, para a sua retenção na organização. No que diz respeito à atração d'o candidato ideal, é preciso um elevado nível de qualidade técnica por parte dos profissionais que conduzem o processo e, também, um grande nível de respeito e cuidado para com quem toma contacto com a organização, nas suas primeiras vezes.

 

O rapport é uma das bases de uma boa relação de coaching e tem como objetivo criar um ambiente seguro e de confiança com quem se desenvolve uma conversa, que se espera que seja produtiva para aquela relação profissional que se criou. Fará maravilhas numa entrevista de seleção? Guiar-lo-ei pelo meu ponto de vista, dentro de instantes.

 

Esta técnica de coaching deve ser usada de forma subtil e toma várias formas que, quando bem aplicadas e no momento certo, passam despercebidas à pessoa com quem temos uma conversa. No seu nível mais superficial, podemos envolver o esforço "de estar presentes" -- para que nada escape a quem utiliza esta espetacular ferramenta -- ou, ligeiramente mais profundo, a utilização de expressões que a pessoa com quem comunicamos utilize; a utilização da sua postura física e gestos que faça. Estes são apenas alguns exemplos que qualquer pessoa pode utilizar para melhorar os resultados de uma conversa. Claro que o que acabei de escrever não está "escrito na pedra", ou seja, se usar não parta do pressuposto que deverá seguir tudo o que foi referido. Aliás, tudo do pouco que foi referido. Isto porque utilizar algumas formas de criar rapport com alguém são um complemento, apenas, à situação particular de cada pessoa.

 

Num ambiente de entrevista de seleção, acredito eu, poderão existir algumas vantagens da aplicação subtil daquilo que foi exposto. Senão pense comigo: o rapport, como referi, é tudo sobre criar um rápido sentimento de segurança à outra parte. Isso será muito vantajoso se o objetivo não for, especificamente, criar um ambiente mais hostil aquando de uma entrevista de stress. Permite que o candidato abra, com mais rapidez, o passado profissional e pessoal que procuramos para o perfil definido. Ou por outra, facilita que este transmita essas informações porque quer e não porque deve. E isto, claro, tanto com pessoas mais introvertidas como extrovertidas. 

Outra boa vantagem, no meu ver, é o sentimento de preocupação para com o candidato e com a sua história -- que é expectável, pelo menos, que aconteça -- quando retiramos palavra por palavra, exatamente, o que nos foi transmitido e devolvemos essa informação em forma de pergunta, se estivermos à procura de determinada competência ou evidência profissional no historial do candidato. Esta questão é extremamente importante, mesmo nas relações pessoais! Parafrasear é, muitas vezes, uma via rápida para acionar na outra pessoa um dos três principais mecanismos inconscientes de defesa: fight, freeze ou flight. Podemos muito bem viver sem eles, se os soubermos evitar, correto? Ter algum cuidado com esta situação é fundamental para assegurar uma relação win-win para ambas as partes, já que o que não queremos é que a energia da entrevista fique prejudicada com algo que conseguiriamos evitar.

 

Felizmente, não é estritamente necessário conhecimento de ferramentas adicionais aquelas que são utilizadas nos diversos tipos de entrevista, já que a boa preparação técnica e prévio conhecimento do candidato, pela análise dos elementos que nos foram possíveis recolher, já é um excelente caminho para, naturalmente, evitar as situações que mencionei. Ainda assim, o conhecimento nunca ocupa lugar, não é verdade?

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