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Diogo Limão

Recursos Humanos

Espaço RH: CV com personalidade, sim ou não?

Espaço RH - CV com personalidade.png

 

Um Curriculum Vitae é muito mais do que duas páginas impressas: pode ser uma história da vida profissional de quem o escreve. Nesse documento de promoção profissional está a vida do candidato, essa que, com efeito, o moldou naquilo que é hoje como profissional, que lhe deu uma voz e posição no mercado de trabalho. A palavra história foi utilizada com intenção, porque é isso que acontece quando a personalidade da pessoa é, de alguma forma, transposta para o papel. Leia mais sobre a minha perspetiva, nas próximas linhas.

 

Pelo que vou apreendendo, existem duas correntes de pensamento, no que diz respeito aos CV: há quem recomende os que são redigidos sob um modelo já formatado (Europass, por exemplo) e aqueles que, distanciando-se dessa regra, preferem receber e analisar uma criação fora da caixa, ou apenas, diferente do comum. Se o leitor for, porventura, um candidato à procura da sua grande oportunidade, saiba que ambos são perfeitamente elegíveis para tomar em conta, querendo isto dizer que deverá ter à mão os dois formatos, caso a empresa para onde se irá candidatar preferir um em deterimento do outro. Saiba, também, que a razão pela preferência daquele standardizado pode, muito provavelmente, ser pelo facto de já conter algumas das informações mais relevantes para um processo de recrutamento, assegurando por isso, que nada fica por mencionar na ficha do candidato.

 

Como este texto vai falar do segundo tipo que referi, vamos centrar a nossa atenção nesse. Ainda antes de entrar no que entendo por um "CV com personalidade", vamos recordar alguns exemplos de geniais CV que, muito provavelmente, também lhe ficaram na memória. Lembra-se dos CV em vídeo que começaram a ser partilhados nas redes sociais, pela sua inovação? Ou, então, daquele exemplo de um candidato que adaptou o seu currículo ao jogo "Quem é Quem"? Há uma característica que os aproxima... Há uma razão comum que os fez ficarem gravados na sua memória, para além de desafiarem o conceito de ideia inovadora -- aquela ideia que se ama/odeia e, que por ainda não ter sido visto antes, fica na memória. 

 

De certa forma, foi-lhe aplicada  uma ou mais referências da personalidade e características pessoais/ profissionais da pessoa que o cria.

 

Senão vejamos, tomando como exemplos os mencionados acima: os vídeos mostram, obviamente, alguém com capacidade de comunicação, desenvoltura à frente de outros. Já no segundo exemplo, aquele candidato, evidência uma capacidade criativa demarcada. Estes exemplos mostram como se pode transferir uma característica pessoal para uma ferramenta de promoção profissional.

 

O seu objetivo deverá ser conseguir com que o CV que cria, de raiz, consiga comunicar aquilo que pretende, sem segundas interpretações e sem ausência de informação relevante, de uma forma poderosa e com alguma referência que o torne único e diferente dos seus concorrentes. Quanto mais poderosa for essa transmissão de informação, mais facilmente o seu currículo ficará na memória. E repare que isto é, por si só, um grande desafio: em média, os recrutadores demorarão 6 segundos a analisar, na primeira triagem, o seu currículo. Este fator aumenta, exponencialmente, a necessidade de se afirmar da melhor forma que conseguir! No futuro, irei partilhar consigo aqueles fatores que considero essenciais para um currículo atrativo, basta ficar atento ao blogue.

 

Respondendo à questão de abertura, CV com personalidade? Sim, quando respeitando o que acabei de referir e lhe seja dada a liberdade para criar algo só seu!